terça-feira, 15 de setembro de 2026

Casa de Pedra do Pium é tema desta Quinta Cultural (17) no IHGRN

 
    O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte realiza a tradicional Quinta Cultural neste dia 17 com a palestra “Casa de Pedra do Pium”, ministrada pelo sócio Carlos Gomes a partir das 17h.

    A palestra lança luz sobre a história da Casa de Pedra do Pium, também chamada de Casa Forte. Trata-se de uma construção histórica erguida por franceses no século XVI, localizada na divisa entre Pium e Nísia Floresta, na Grande Natal. Inicialmente foi utilizada para armazenar pau-brasil e mercadorias coloniais e no século XVII passou a servir como ponto fortificado durante conflitos bélicos com invasores holandeses.

    Hoje em ruínas, o local é pouco visitado e não tem projeto de preservação, apesar de ser um importante ponto histórico da região. Foi tombada pela Fundação José Augusto por sua importância cultural para o Estado do Rio Grande do Norte.

Sobre o palestrante
    Carlos Roberto de Miranda Gomes é advogado, professor, escritor, pesquisador e artista plástico. Sócio efetivo do IHGRN desde 2011, ocupa a cadeira nº 101 e é imortal de diversas instituições culturais, como a Academia Norte-Rio-grandense de Letras e a Academia de Letras Jurídicas.

    A Quinta Cultural é uma dos projetos permanentes do IHGRN, voltado à difusão do conhecimento histórico e à valorização da memória cultural do Rio Grande do Norte. Os eventos são realizados periodicamente na sede da Casa da Memória, tendo como objetivo aproximar a sociedade da produção intelectual e cultural da instituição. 
    O evento é gratuito e realizado no Salão Nobre, com capacidade para 50 pessoas. No local são vendidas a Revista do IHGRN, a nova edição do livro “Responsabilidade Civil do Estado”, de Amaro Cavalcanti, e outras publicações.

Serviço
Quinta Cultural - Palestra “Casa de Pedra do Pium”
Local: Salão Nobre do IHGRN - Rua da Conceição, 622, Cidade Alta, Natal/RN
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 17h
Entrada gratuita

Texto: Marcela Bulhões
Imagem: Maria Simões

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

A história da Praça Pedro Velho, refúgio urbano de Natal

 
    Marco da capital potiguar, a Praça Pedro Velho localiza-se no bairro de Petrópolis, tendo um histórico antigo e de muitas transformações. O espaço nasceu por meio da Resolução nº 55 de 1901, na gestão do coronel Joaquim Manoel Teixeira de Moura (Quincas Moura), cargo equivalente ao de prefeito.
    O nome do espaço foi dado em homenagem a Pedro Velho de Albuquerque Maranhão (1856-1907), o primeiro governador do Rio Grande do Norte. Médico e jornalista macaibense, foi bastante influente na época, exercendo papel central na articulação da República no estado. Participou, em 1889, da fundação do Partido Republicano do Rio Grande do Norte e do jornal A República.
    Segundo o historiador Câmara Cascudo, durante os anos 1910 e 1920 a praça era como um imenso "tabuleiro de relva", um gramado aberto frequentemente usado em partidas de futebol. Na planta original, de 1924, a praça tinha o espaço de quatro quarteirões, sendo reduzido pela metade em 1929 com o “Plano Geral de Systematização da Cidade de Natal”. A inauguração ocorreu somente oito anos depois, em 1937.
    O nome popular "Praça Cívica" é resultante do contexto político da época do regime militar (1964-1985), que apelava para o civismo e amor à pátria como forma de legitimar o poder. Tradicionalmente, nela são promovidos festejos da semana da pátria e o Desfile Cívico de 7 de Setembro.
    O desenho antigo tinha coretos, quadra de esportes, tanques com animais e jardins. A modernização da praça retirou alguns desses itens, dando lugar a iluminação moderna, rampas e fonte. O busto de Pedro Velho e uma estátua centenária que representa a Pátria já foram alvo de vandalismo, sendo restaurados em 2022 pelo escultor e artista plástico Eri Medeiros.

Texto: Marcela Bulhões
Imagens: Reprodução

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Poetisa macaibense Auta de Souza homenageada nesta Quinta Cultural (10) do IHGRN

 
    Nesta quinta-feira, dia 10, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte realiza a tradicional Quinta Cultural, que conta com a participação de Diva Cunha, sócia da instituição. A palestra “150 anos de Auta de Souza” celebra o sesquicentenário de nascimento da poetisa macaibense Auta Henriqueta de Souza (1876-1901), patrona da cadeira nº 51 do IHGRN.
    Apesar da vida breve, Auta de Souza deixou um legado que ecoa na atualidade. À frente do seu tempo, foi autodidata, aprendeu outras línguas e começou a produzir poesia aos 16 anos. Enfrentando o preconceito contra mulheres escritoras, sua presença nos círculos intelectuais era constante. Publicou o livro Horto (1900), o único de sua carreira, recebendo prefácio de Olavo Bilac e projeção nacional na imprensa da época.

Sobre a palestrante
    Diva Maria Cunha Pereira de Macedo, sócia efetiva do IHGRN, ocupa a cadeira nº 30 desde 2018. É professora, pesquisadora, poeta e escritora, tendo lançado diversos livros sobre literatura potiguar e literatura portuguesa. É considerada uma grande poeta da contemporaneidade, tendo temas recorrentes como o universo feminino, a identidade cultural local e a literatura potiguar.

    A Quinta Cultural é uma dos projetos permanentes do IHGRN, voltado à difusão do conhecimento histórico e à valorização da memória cultural do Rio Grande do Norte. Os eventos são realizados periodicamente na sede da Casa da Memória, tendo como objetivo aproximar a sociedade da produção intelectual e cultural da instituição. 
    O evento é gratuito e realizado no Salão Nobre, com capacidade para 50 pessoas. No local são vendidas a Revista do IHGRN, a nova edição do livro “Responsabilidade Civil do Estado”, de Amaro Cavalcanti, e outras publicações.

Serviço
Quinta Cultural - Palestra “150 anos de Auta de Souza”
Local: Salão Nobre do IHGRN - Rua da Conceição, 622, Cidade Alta, Natal/RN
Data: 10 de setembro de 2026
Horário: 17h
Entrada gratuita

Texto: Marcela Bulhões
Imagem: Maria Simões