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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

“Nísia floresta - o município terra do camarão e do baobá”, Gutenberg Costa

    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Nísia Floresta. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Nísia floresta - o município terra do camarão e do baobá”, Gutenberg Costa

    Antes da dita colonização e da quase totalidade da exterminação indígena no Rio Grande do Norte, os donos das terras eram os nativos Tupis, que aqui viviam sossegadamente, plantando e pescando na grande e farta lagoa repleta de peixes, conhecida com a denominação de “Paraguaçú”, depois chamada de “Papary”. Hoje, esta bela e histórica lagoa, só é reservada para pesca e muito engrandece a localidade de “Morrinhos”.
    Os portugueses aqui chegaram e logo foram avançando no progresso de suas posses a todo custo. Vão constituindo família e construindo seus casarões, fazendas, criação de gado e engenhos de cana de açúcar. 
    Em relação aos negros que aqui viviam, só para se ter uma ideia, a região de São José de Mipibu, que compreendia a parte conhecida como Papary, antes da lei Áurea, tinha um contingente de 822 escravos, segundo o nosso primeiro historiador oficial, Manoel Ferreira Nobre (1824 - 1897); em sua obra, de 1877, que também nos dá notícia desta antiga Vila de Papari, na pág. 179: 
    “O território desta Vila pertenceu ao município da cidade de S. José de Mipibu, até que, por lei provincial Nº 242, de 12 de fevereiro de 1852, foi elevada à categoria de Vila, com o título de Vila de Papari. População é de 5.176 habitantes...”. 
    A elevação desta à categoria de Vila é também corroborada pelo historiador Tavares de Lyra, em sua História do Rio Grande do Norte.

Artigo: Gutenberg Costa
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

“Lagoa de Velhos”, Osvágrio Ferreira de Oliveira

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Lagoa de Velhos. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Lagoa de Velhos”, Osvágrio Ferreira de Oliveira

    Por volta de 1700, a região era povoada por remanescentes de algumas comunidades indígenas, principalmente os tapuios ou tapuias, e por alguns poucos donos de terras. Algumas dessas glebas havidas por sesmarias, outras compradas de sesmeiros. Entretanto muitos desses latifúndios eram fruto da ocupação natural por famílias pobres, outras não, migrantes das diversas regiões nordestinas.
    É possível ver os vestígios dos tapuias na região onde se encontra encravado o município de Lagoa dos Velhos, através das inscrições rupestres visíveis em um conjunto de pedras, localizado a pouco mais de dois quilômetros do centro da cidade em sentido sul, que a população deu o nome de “pedras do letreiro”. Nessas pedras pode-se ver desenhos feitos em dois estilos distintos, que alguns estudiosos imaginam serem de dois períodos diferentes.

As cartas de sesmarias
    As sesmarias eram glebas de terras doadas pela coroa portuguesa a particulares, notadamente pessoas consideradas detentoras de merecimento, com o fim de promover a apropriação do território colonial, estimular a produção e trazer retorno financeiro para os cofres do reino. Cada sesmaria tinha um tamanho padrão, regulamentado pelo conselho ultramarino, que era de duas léguas de frente por seis de fundo.

Artigo: Osvágrio Ferreira de Oliveira
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

“Lagoa de Pedras: a história que não pode se perder no tempo”, Jayane Maely Fernandes da Silva

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Lagoa de Pedras. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Lagoa de Pedras: a história que não pode se perder no tempo”, Jayane Maely Fernandes da Silva

    O município de Lagoa de Pedras fica localizado na microrregião do agreste potiguar. De acordo com o censo demográfico de 2010, sua população era de 6.989 habitantes. Limita-se com Brejinho, Monte Alegre, Lagoa Salgada, Boa Saúde, Santo Antônio e Serrinha. Sua distância até a capital é de 56 km. Estende-se por 117,6 km², densidade demográfica de 63,4 habitantes por km² no território do município, sendo cortada pela BR 120.
    Lagoa de Pedras originou-se de terras doadas pela família imperial ao capitão Manoel Antônio de Macedo, que lá chegou com a finalidade de colonizá-la e povoá-la. Ao chegar, encontrou uma lagoa de águas límpidas e claras, em cuja margem direita havia três pedras, e logo a denominou de Lagoa de Pedras. Na comitiva do capitão vieram as famílias: Silveira, Fernandes, Tomaz, Cesária e Leandro, que logo formaram um pequeno povoado pertencente ao município de Goianinha.
    Esse povoado se desenvolveu, favorecido por estar localizado numa área que era passagem dos caminhões de escoamento de produção rural da região, ou seja, situado no centro do setor produtivo da região e dispondo de boas terras para o desempenho das atividades pecuárias e cultivo da agricultura.
    Com a criação do município de Santo Antônio, o povoado passou a pertencer ao seu território, mas o município de São José do Mipibu contestou a decisão, e por vinte anos reivindicou a sua posse.

Artigo: Jayane Maely Fernandes da Silva
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

“Jundiá”, Antenor Mario da Silva

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Jundiá. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Jundiá”, Antenor Mario da Silva

    Jundiá é um município do estado do Rio Grande do Norte, localizado na Mesorregião e Microrregião do agreste potiguar estando a 60 km de distância da capital do Estado. A sua área territorial é de 44.641 km² e a sua população é de 3.873 habitantes de acordo com estimativas do IBGE para 2018.
    O surgimento do município está diretamente ligado ao Riacho Jundiá e ao Araraí, que desde cedo atraíram trabalhadores, dando início ao povoamento. Pois tem boa terra para o cultivo.
    A economia do município de Jundiá é voltada à agropecuária e à fabricação da farinha através do cultivo da mandioca. Também no município ocorrem incidências mineiras de tungstênio. O artesanato também se encontra presente, através do desenvolvimento de artesanato a partir da fibra do sisal, como bolsas e chapéus.
    Limita-se com os municípios de Monte Alegre, Espírito Santo, São José de Mipibu, Brejinho, Passagem e Várzea. 
    Durante todo o ano, o município realiza festas culturais que estão tradicionalmente ligadas à sua história. Em 9 de janeiro é comemorada a emancipação política do município com uma programação religiosa, esportiva e social. No mês de junho, o município comemora as festividades do período junino.

Artigo: Antenor Mario da Silva
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

“Janduís: berço de lutas e vitórias”, Valdécio Fernandes Rocha e Maria de Fátima Oliveira Fernandes

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Janduís. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Janduís: berço de lutas e vitórias”, Valdécio Fernandes Rocha e Maria de Fátima Oliveira Fernandes

    Janduís é um município da microrregião do Médio Oeste do Rio Grande do Norte. É uma cidade que se desenvolveu no território de uma antiga tribo indígena do mesmo nome. A povoação teve início no final do século XIX com a expansão das fazendas de algodão e criação de gado com destaque para a do fundador do Município, Canuto Gurgel do Amaral (1891-1951), dono das terras do São Bento Velho que ficava do outro lado do Rio das Crôas.
    Através da Lei nº 2.746 do governador Aluízio Alves, de 01/05/1962, foi criado o município. A instalação ocorreu aos 12/06/1962, com a presença do Juiz de Direito doutor Mozart Menescal, da 3ª vara, Comarca de Mossoró. Em seguida foi feita, pelo Governo do Estado, a nomeação de Lourival Canuto de Araújo, para a função de prefeito em 23/08/1962, permanecendo no cargo até a posse do primeiro prefeito eleito, Miguel Véras Saldanha.
    Em 1938, em homenagem ao ditador Getúlio Vargas, São Bento Velho recebeu o nome de “Distrito Getúlio Vargas”. Apenas em 1943, passou a ser chamado de Janduís, em homenagem aos índios da região. Sua fundação oficial data de 1962 quando foi desmembrado do município de Caraúbas, por decisão da Câmara Municipal de Caraúbas, em sessão realizada em 24/04/1962.

Artigo: Valdécio Fernandes Rocha e Maria de Fátima Oliveira Fernandes
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

“História do município de João Câmara”, Aldo Torquato

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de João Câmara. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“História do município de João Câmara”, Aldo Torquato

    Desde meados do século XIX, ainda quando o Brasil era império, já havia registros da existência de uma pequena povoação no interior do município de Ceará-Mirim com o bucólico nome de Baixa-Verde, localizado à oeste, adentrando ao sertão.
    Com a emancipação do distrito de Taipu em 1891, desmembrando-se de Ceará-Mirim, Baixa-Verde passou a ser distrito do novo município. No ano seguinte, por ocasião da eleição do primeiro prefeito de Taipu, uma das seções eleitorais funcionou na localidade Baixa-Verde, mais precisamente na residência do cidadão Affonso Teixeira de Oliveira. No ano de 1895, relatório do governo estadual aponta a existência de dois açudes no município de Taipu, sendo um na vila e outro no distrito de Baixa-Verde. No campo educacional, já no ano de 1901 encontra-se o registro de duas professoras no município de Taipu, sendo uma delas em Baixa-Verde, onde também havia um posto policial, com o cargo de sub-delegado sendo exercido por figuras como Alfredo Edeltrudes de Souza e João Baptista Furtado (pai de João Maria Furtado, ex-desembargador e avô de Roberto Brandão Furtado, ex-presidente da OAB/RN, deputado estadual e vice-prefeito de Natal), que ali residiam.
    Alfredo Edeltrudes de Souza era um importante agro-pecuarista e industrial, cuja presença na capital era registrada efusivamente pela imprensa da época.

Artigo: Aldo Torquato
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 19 de outubro de 2022

“Japi”, Edson Batista dos Santos

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Japi. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Japi”, Edson Batista dos Santos

    A ocupação das terras japienses pelos posseiros paraibanos e a formação de pequenas fazendas de algodão na localidade foram os principais fatores que contribuíram significativamente para a formação de um núcleo de moradores que posteriormente deu origem a cidade de Japi.
    No final do século XVIII quando aqui chegaram os primeiros posseiros viviam da agricultura de subsistência familiar e criavam poucos animais. Essa era a base econômica de então.
    O povoamento de Japi, especificamente da zona urbana teve seu início a partir de 1855, quando aqui chegou o grande desbravador Miguel Lourenço da Costa. Ele e sua esposa, Josefa Lourenço da Costa enfrentaram e venceram todas as dificuldades da localidade: secas, enchentes, epidemias de doenças, fome, animais ferozes e outros mais. Apesar de todos esses obstáculos eles foram um exemplo de perseverança e persistência. Em meio a tudo isso criaram nove filhos, os quais deram início ao povoamento da localidade. Seus filhos casaram-se também aqui, com pessoas que vieram de outras localidades e hoje, a maioria da população urbana é constituída dos seus descendentes.
    Logo que chegou ao local, Miguel Lourenço se apossou de grande área de terra, que abrangia a totalidade do que compõe hoje a zona urbana do município, indo até a serra grande. Ainda hoje, a maior parte da chã da serra pertence aos seus descendentes. Ele foi, portanto, o primeiro homem a constituir uma família na zona urbana do município.

Artigo: Edson Batista dos Santos
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 5 de outubro de 2022

“Janduís: berço de lutas e vitórias”, Valdécio Fernandes Rocha e Maria de Fátima Oliveira Fernandes

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Janduís. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Janduís: berço de lutas e vitórias”, Valdécio Fernandes Rocha e Maria de Fátima Oliveira Fernandes

    Janduís é um município da microrregião do Médio Oeste do Rio Grande do Norte. É uma cidade que se desenvolveu no território de uma antiga tribo indígena do mesmo nome. A povoação teve início no final do século XIX com a expansão das fazendas de algodão e criação de gado com destaque para a do fundador do Município, Canuto Gurgel do Amaral (1891-1951), dono das terras do São Bento Velho que ficava do outro lado do Rio das Crôas.
    Através da Lei nº 2.746 do governador Aluízio Alves, de 01/05/1962, foi criado o município. A instalação ocorreu aos 12/06/1962, com a presença do Juiz de Direito doutor Mozart Menescal, da 3ª vara, Comarca de Mossoró. Em seguida foi feita, pelo Governo do Estado, a nomeação de Lourival Canuto de Araújo, para a função de prefeito em 23/08/1962, permanecendo no cargo até a posse do primeiro prefeito eleito, Miguel Véras Saldanha.
    Em 1938, em homenagem ao ditador Getúlio Vargas, São Bento Velho recebeu o nome de “Distrito Getúlio Vargas”. Apenas em 1943, passou a ser chamado de Janduís, em homenagem aos índios da região. Sua fundação oficial data de 1962 quando foi desmembrado do município de Caraúbas, por decisão da Câmara Municipal de Caraúbas, em sessão realizada em 24/04/1962.

Artigo: Valdécio Fernandes Rocha e Maria de Fátima Oliveira Fernandes
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

“Município de Equador”, Bernadete Batista de Oliveira

 
A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Equador. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Município de Equador”, Bernadete Batista de Oliveira

    Uma longa trajetória histórica foi seguida pelo Município de Equador. No período de 1766, quando Caicó concentrava o poder seridoense, que deixou em 1835, época do primeiro Presidente a se instalar na Assembleia Legislativa do RN, Padre Francisco de Brito Guerra, e toda a área territorial passou a pertencer ao município de Acari.
    Depois veio Jardim do Seridó, em 1858; em seguida, a vez de Parelhas em 1926 e, por fim, desmembrado, graças ao projeto de lei de autoria do deputado Pereira de Macedo, da legislatura de 1958, que constava do processo de nº 125/58, criando o então município. Consta dos autos do processo a publicação no Diário Oficial do Estado do RN, datado do dia 07 de novembro de 1958, mas o projeto de lei não foi dessa vez aprovado.
    Um segundo projeto de lei foi apresentado no plenário da Assembleia Legislativa, no dia 23 de abril de 1962, pelo deputado Ulisses Bezerra Potiguar. E em seguida, encaminhado às comissões permanentes da Casa, para o seu devido processamento.
    No artigo 1º do projeto de lei que criava o Município de Equador, o deputado Ulisses Bezerra esclarecia que todo o seu território seria desmembrado do Município de Parelhas. E que passaria ao predicado de cidade o termo judiciário da comarca de Parelhas.

Artigo: Bernadete Batista de Oliveira
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quinta-feira, 22 de setembro de 2022

“Currais Novos: a princesa do Seridó”, Yuma Ferreira

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Currais Novos. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Currais Novos: a princesa do Seridó”, Yuma Ferreira

    A história do município de Currais Novos confunde-se com a da criação de gado e de abastecimento de carne das diversas províncias do nordeste, cujo impulso ocorreu, sobretudo, a partir da costa baiana, estendendo-se pelo Recife e toda a região do rio São Francisco, Piauí, Maranhão, serras da Borborema, Cariris e Ibiapira. Sobre a criação de gado na província do Rio Grande do Norte, Câmara Cascudo ressaltava que havia tanto gado na região que era capaz de suprir a Paraíba, Itamaracá e Recife.
    Tal ciclo econômico, para utilizarmos os marcos divisórios tradicionais da história do Brasil, foi considerado por muitos pesquisadores como fator preponderante para o povoamento do interior do sertão nordestino, assim como fora a presença dos bandeirantes para o desbravamento dos sertões das regiões que hoje correspondem ao sudeste, centro-oeste e sul do país.
    A marca da atividade econômica que deu origem ao município apresenta-se já a partir do próprio nome escolhido para o batismo da cidade, Currais Novos, numa alusão à disposição de três currais feitos de troncos de aroeira para atender à ampliação da criação de gado do filho primogênito de Cipriano Lopes Galvão - considerado o primeiro povoador da região, na confluência entre as terras do Totoró e do rio Maxinaré.

Artigo: Yuma Ferreira
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 14 de setembro de 2022

“Espelho da história cruzetense”, Renilda Medeiros

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Cruzeta. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Espelho da história cruzetense”, Renilda Medeiros

    Os primeiros habitantes das terras onde hoje está localizada a cidade de Cruzeta foram os índios Cariris e Caiacós. Expulsos pelos colonizadores do vizinho estado da Paraíba, eles partiram rumo ao Seridó, no Rio Grande do Norte, onde se fixaram. A caçada aos índios continuou e nas últimas décadas do século XVII, na chamada Guerra dos Bárbaros, os Cariris, Janduís, Tapuias e Caiacós acabam exterminados para abrir perspectivas à colonização da região.
    Foi nesse período que essas terras começaram a tomar povoação. Mas, para que esse processo fosse efetivado, concessões de sesmarias foram outorgadas a quem apresentasse petição em ordem. Partindo desse princípio, funcionários do reino, recém-chegados de Portugal, recebem as doações com a incumbência de ocupar as terras.
    Conforme registros, foi o português Antônio Paes de Bulhões, casado com Ana Araújo Pereira, o primeiro proprietário dessas terras. Vindo da Paraíba, ele chegou às terras que hoje é a cidade de Cruzeta por volta do século XVIII, construindo sua fazenda à margem do rio São José, no lugar onde um beneficiado seu (ex-escravo) denomino “Remédios” num dia de aflição em tempo de seca, ainda no século XVIII.
    Sobre o papel que esse beneficiado aqui exerceu, é salutar esmiuçar: Antônio Paes de Bulhões viajou do Acari com redobrado sacrifício até Camaratuba, no litoral, para comprar farinha – alimento básico -, mas não encontrou quem lhe vendesse.

Artigo: Renilda Medeiros
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

“Cerro Corá: cidade menina, mãe do rio Potengi!”, Josenildo Pinheiro da Silva

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Cerro Corá. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Cerro Corá: cidade menina, mãe do rio Potengi!”, Josenildo Pinheiro da Silva

    A cidade de Cerro Corá, carinhosamente chamada de “Suíça do Seridó”, está localizada na região do Seridó potiguar; a formação montanhosa do relevo, a exuberância da paisagem geográfica, o clima serrano e o espírito acolhedor do povo cerrocoraense são as principais características da cidade serrana, cujo processo de formação histórica iniciou-se com o surgimento do sítio Barro Vermelho, que depois passou a ser o Povoado Caraúbas para então ser denominada Cerro Corá. É uma história construída com o trabalho, a tradição e a resistência que definem o povo sertanejo.
    O município, que tem 65 anos de emancipação política, possui uma área de 393,573 km² e um quantitativo de 11.178 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018. Ele está distante 195,6 km da capital do estado, via BR-104 e 226.
    Por estar situado a uma altitude de 591m entre as montanhas que formam o complexo da Serra de Santana, o município é favorecido por um clima surpreendente, especialmente por se localizar no semiárido nordestino; o clima frio de Cerro Corá atribui uma característica muito peculiar ao município que hoje é palco do festival de inverno, uma das mais relevantes festas tradicionais da região e que tem se tornado um dos eventos mais atrativos do interior do Rio Grande do Norte.

Artigo: Josenildo Pinheiro da Silva
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 24 de agosto de 2022

“Carnaúba dos Dantas”, Maria da Paz Medeiros Dantas e José Rafael Medeiros Dantas

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de  Carnaúba dos Dantas. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Carnaúba dos Dantas”, Maria da Paz Medeiros Dantas e José Rafael Medeiros Dantas

    O município de Carnaúba dos Dantas localiza-se na região geográfica intermediária de Caicó e imediata de Currais Novos, no estado do Rio Grande do Norte, com área aproximada de 246 km² e uma população estimada segundo o IBGE no ano de 2018 de 8.119 habitantes, predominando o clima quente e seco com vegetação de caatinga hiperxerófila. O nome “Carnaúba” deriva-se da carnaubeira, planta que existia em grande quantidade nos arredores da antiga Fazenda Carnaúba (séculos XVIII-XIX), acrescentado “dos Dantas” em homenagem ao patriarca da família Dantas do território carnaubense, Caetano Dantas Corrêa (1710-1798).
    O processo definitivo de ocupação e colonização da Ribeira do Seridó deu-se após a expulsão dos holandeses (1654), quando as áreas conquistadas aos indígenas tapuias foram, progressivamente, sendo povoadas de fazendas de criar gado. O atual território do município de Carnaúba dos Dantas era habitado, à época do contato com os colonizadores
luso-brasílicos, por, pelo menos, três grupos indígenas Tarairiu: os janduí, os canindé e os pega.
    A serra da Rajada (localizada nos municípios de Carnaúba dos Dantas e do Acari) era, segundo a professora Maria da Paz em seu livro História das fazendas dos Azevêdo (2011) “uma zona de concentração dos tapuias Tarairiu da tribo dos janduí”.

Artigo: Maria da Paz Medeiros Dantas e José Rafael Medeiros Dantas
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

“Breve histórico do município de Brejinho/RN”, Maria Iranete dos Prazeres Viegas

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Brejinho. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Breve histórico do município de Brejinho/RN”, Maria Iranete dos Prazeres Viegas

    De acordo com pesquisas, verificamos que na região do agreste potiguar, próximo ao litoral, existia uma pequena comunidade com cerca de 300 habitantes rodeada de brejos, ou olheiros, que brotavam constantemente com água de boa qualidade.
    Tendo em vista a existência desses brejos, alguns historiadores acreditam que daí surgiu o nome Brejinho. Vale esclarecer que a história escrita e oral nos revela outros nomes como: Brejo Pequeno, Abrejava, nome do olho d’água que forma os brejos, e, por ser pequeno passou a ser conhecido definitivamente para o diminutivo de Brejinho, São Joaquim.
    Os primeiros habitantes do município de Brejinho, segundo relatos de populares, foram os portugueses Antônio Fernandes Borges, Manuel Marinheiro dos Sótes e Martins de França.
Logo que aqui chegaram compraram algumas terras próximas às da Bica (uma extensão de terras com muitas árvores e muitos olheiros de água, existia também uma fonte de onde jorrava água em quantidade e qualidade, essa água abastecia toda a comunidade). Nesse local construíram algumas casas para suas moradias. História escrita e oral não se sabe exatamente em que ano esses portugueses chegaram ao município. Estes foram também os primeiros comerciantes locais.

Artigo: Maria Iranete dos Prazeres Viegas
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

“Bom Jesus: origem e emancipação”, Reginaldo Teixeira Nóbrega

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Bom Jesus. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Bom Jesus: origem e emancipação”, Reginaldo Teixeira Nóbrega

    O município de Bom Jesus localiza-se no Estado do Rio Grande do Norte, na Mesorregião do agreste potiguar, na microrregião de mesmo nome, mais precisamente na zona de transição entre os tabuleiros litorâneos e o Planalto da Borborema. Está a 5º59º’02” de latitude sul e 35º34’53” de longitude oeste, possuindo uma área de 130,7km², equivalente a 0,25% da superfície estadual. Sua sede encontra-se a uma altitude de 98m, distante 54km da capital do estado.
    Seus limites correspondem: ao norte – o município de São Pedro; ao sul – os municípios de Boa Saúde e Senador Eloy de Souza: a leste – o município de Macaíba e a oeste – o município de Senador Eloy de Souza.
    A ocupação do território do atual município de Bom Jesus ocorreu no âmbito do processo de interiorização da colonização portuguesa. Em consonância com a política da Coroa Real, as terras consideradas incultas eram cedidas a pessoas que se dispusessem a cultivá-las, criando o que ficou conhecido como regime sesmarial. Desta forma, o projeto colonialista português não só assegurava a ocupação da terra como também tornava-a produtiva.
    Os registros históricos apontam o padre José Vieira Afonso como o primeiro proprietário de uma extensa sesmaria, cedida em 04 de dezembro de 1754, que compreendia uma extensa
área, desde o lugar chamado Anta Esfolado (futura cidade de Nova Cruz) até as imediações da Lagoa da Panela (onde se formou a povoação que fez surgir a cidade de Bom Jesus).

Artigo: Reginaldo Teixeira Nóbrega
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

“O município de Baraúna: sua história”, Valdeci dos Santos Júnior

A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 98, publicamos hoje um trecho sobre o município de Baraúna. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“O município de Baraúna: sua história”, Valdeci dos Santos Júnior

    O Município de Baraúna está situado na mesorregião oeste do Rio Grande do Norte, mais especificamente na microrregião de Mossoró, tendo como limites os municípios de Mossoró, Governador Dix-Sept-Rosado e Apodi (no Rio Grande do Norte) e com o município de Russas (no Estado do Ceará).

Origens
    A região começou a ser povoada entre 1930 e 1935 com a chegada do agricultor João Batista Dantas (chamado na intimidade de João Batista Coco) que foi considerado como o primeiro morador do município. Chegaram posteriormente Guilherme Freire, Maria Fulô, Pedro André, José Abreu, Severino Tavares, Serra Negra, Amâncio Poeira e Manoel Perninha.
    Era uma região de difícil acesso, coberta por uma espessa mata rica em espécies vegetais, tais como, pau-branco, angico, pereiro, aroeira, imburana, jatobá e uma madeira preta chamada de Ibira-Una. A busca dessas espécies vegetais, além da caça, foram os fatores que trouxeram os primeiros moradores para a região, sendo também um ponto de apoio no transcurso entre a cidade de Mossoró e o vale do rio Jaguaribe, no Ceará.
    Em 1937 já existiam seis casas na região, formando uma pequena comunidade e chegavam cada vez mais novos habitantes, tais como dona Maria Barros Feitosa (primeira professora),
Manuel Barros de Oliveira, Leandro Anselmo de Medeiros, Antônio Alves e Francisco Tintino.

Artigo: Valdeci dos Santos Júnior
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 20 de julho de 2022

“Vila Flor”, João Alves Galvão Neto

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 97, publicamos hoje um trecho sobre o município de Vila Flor. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Vila Flor”, João Alves Galvão Neto

    O centro de Vila Flor é um sítio histórico urbano onde podem ser imediatamente observados uma Igreja e uma Casa de Câmara e Cadeia, prédios construídos no século XVIII com estrutura em pedras e tijolos. Esse espaço foi um aldeamento carmelita, mas que se sobrepôs em uma área de longa ocupação pré-histórica. A cerâmica indígena, lascas líticas, ossos, cachimbos e fusos de tear encontrados no sítio histórico do centro de Vila Flor podem nos remeter à pré-história desse povo. Durante os séculos XVI e XVII, a região foi ocupada por grupos que falavam o tupi e que se autodenominavam potiguara. Foram possivelmente os nativos da aldeia de Gramació os primeiros que mantiveram contatos com os europeus que chegaram à região. Não há relatos sobre essa aldeia durante o século XVII, a não ser no contexto da Guerra do Bárbaro. Não há elementos concretos que comprovem o fato, entretanto os indícios fazem suspeitar que a aldeia tivesse sido extinta durante a reconquista ibérica e retomou a atividade no século XVIII.

    Em 1700, um grupo de nativos da etnia tupi teria recebido uma légua quadrada de terra para formar um aldeamento organizado por missionários católicos na região de Gramació. Não existem informações claras sobre a origem desses nativos para confirmar se eram os remanescentes da antiga aldeia de Gramació ou se vieram de outras. A área do aldeamento inicial é pouco menor que a área atual do município.

Artigo: João Alves Galvão Neto
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 13 de julho de 2022

“Várzea”, Riselda Ferreira de Queiroz Oliveira

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 97, publicamos hoje um trecho sobre o município de Várzea. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Várzea”, Riselda Ferreira de Queiroz Oliveira

    Em terras banhadas pelo Rio Jacu e pelo Riacho Várzea começaram a surgir no final do século XIX os primeiros sinais de um povoamento. Agricultores motivados pelo crescimento das atividades agrícolas e pecuárias do município sede de Goianinha, decidiram buscar novas terras para o trabalho. Essa busca por novos territórios chegou à região situada nas proximidades do Riacho Várzea, no início do século XX, dando início à exploração da área como instalações de sítios, fazendas e moradias. Era o início da comunidade de Várzea, fundada por  ngelo Bezerra, nascendo forte, impulsionada pela prosperidade na agricultura e pelo bom desempenho na pecuária.
    Em 20 de dezembro de 1959, através da Lei Nº 2.586, Várzea desmembrou-se de Goianinha, tornando-se município do Rio Grande do Norte. No dia 29 de dezembro de 1959, o Diário Oficial do Estado fez essa publicação, de acordo com a lei, defendida pelos deputados João Aureliano de Lima e José Vasconcelos da Rocha na Assembleia Legislativa do Estado, estava criado o município de Várzea, desmembrando-se politicamente do município de Goianinha.

Artigo: Riselda Ferreira de Queiroz Oliveira
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 6 de julho de 2022

“Tibau do Sul”, Rochael Arthur Galvão

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 97, publicamos hoje um trecho sobre o município de Tibau do Sul. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“Tibau do Sul”, Rochael Arthur Galvão

    O município de Tibau do Sul está localizado no litoral sul potiguar, a 76 quilômetros de Natal. Limita-se com os municípios de Arês, Senador Georgino Avelino, Goianinha, Vila Flor e Canguaretama. 
    É um município de belíssimas praias, onde encontram-se as praias de Tibau do Sul, centro, Pipa e Sibaúma. Parte do território de Tibau do Sul, compreende as terras ocupadas até o século XVII, pelos índios potiguares da aldeia Vajana, também chamada de Antônia.
    O povoado de Tibau nasceu numa área localizada entre a Lagoa de Guaraíras e o Oceano Atlântico. Próximo ao local existia um pequeno canal que servia para escoar as águas recebidas pela lagoa, provenientes do rio Jacu. Por estar entre as águas da lagoa e do Atlântico, recebeu o nome de Tibau, palavra que no tupi significa “entre duas águas”. Esta povoação foi elevada à categoria de vila em 1911. O referido canal, segundo o historiador Helio Galvão, “fora uma reivindicação dos senhores de engenho de Goianinha e Arês, para drenar seus canaviais inundados pelo represamento das águas da lagoa de Guaraíras. A esse canal chamavam cavuco. Estas obras foram realizadas sob a administração de João Pegado, chefe político de Arês, projeto do engenheiro Thompson Viegas, em 1890”. O canal fora concluído um ano antes da grande enchente, sob a supervisão do engenheiro Júlio de Melo Rezende.

Artigo: Rochael Arthur Galvão
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões

quarta-feira, 29 de junho de 2022

“São Tomé, quem te viu, quem te vê”, Haroldo Pinheiro Borges

 
    A partir do artigo publicado no “Dossiê Temático Municípios do Rio Grande do Norte”, presente na Revista IHGRN 97, publicamos hoje um trecho sobre o município de Tomé. A imagem é uma arte da bandeira do município, extraído do livro "Bandeiras e Brasões de Armas dos Municípios do Rio Grande do Norte", da professora Anadite Fernandes da Silva. Boa leitura!

“São Tomé, quem te viu, quem te vê”, Haroldo Pinheiro Borges

    Os potiguares ainda corriam nus pela caatinga quando Francisco Diniz da Penha requereu em janeiro de 1736 a posse da Sesmaria do Pica-Pau, nas cabeceiras do Rio Potengi. A exuberância daquelas várzeas atraiu Francisco de Araújo Correia e José da Costa Vilarinho, entre outros pioneiros notáveis na doma do sertão.
    Os herdeiros de Francisco de Araújo Correia desbravaram a Fazenda Barra, e a colonização se enraizou junto à bodega de Tomás de Moura Barbosa. No final do século XVIII, aí por volta de 1790, já havia mais gado do que índios e onças. A caçada foi feroz. Mãos calejadas amansaram a terra bruta para criar gado.
    Nem São Tomé, o apóstolo que duvidou da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, contestaria a valentia dos vaqueiros ou a coragem dos cavalos que se estreparam nos espinhos dessa saga cantada por Fabião das Queimadas, o ex-escravo trovador.
    Fabião Hermenegildo Ferreira da Rocha nasceu em 1848, portanto era moleque quando a Guerra de Secessão nos Estados Unidos (1861 a 1865 e detonada por causa da escravatura) destruiu o monopólio americano do algodão.
    Curiosamente, o último tiro entre confederados e ianques aconteceu em 13 de maio de 1865, na batalha de Palmito Ranch, 23 anos exatos antes da princesa Isabel sancionar a Lei Áurea, abolindo a escravidão no Brasil. Coincidência?

Artigo: Haroldo Pinheiro Borges
Imagem: Anadite Fernandes
Fotografia: Maria Simões