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sexta-feira, 1 de abril de 2022

IHGRN 120 anos - discurso de Fátima Bezerra

    Discurso proferido pela Governadora Fátima Bezerrra em 29 de março de 2022, na solenidade de comemoração dos 120 anos do IHGRN e posse da nova Diretoria (triênio 2022-2025). Na ocasião, a governadora recebeu o título de sócia honoris causa.
 
Foto: Raiane Miranda

    Excelentíssima sra. presidenta, Joventina Simões Oliveira; excelentíssimo sr. vice-presidente Ormuz Simonetti, pelos quais cumprimento os demais membros dessa nova diretoria aqui empossada...
    É uma honra para mim, fazer parte das comemorações dos 120 anos do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, nossa “Casa da Memória”, como carinhosamente era chamada pelo nosso ícone maior, Câmara Cascudo.
    Em primeiro lugar, porque torno-me sócia da mais antiga instituição cultural do estado, no mesmo momento em que ela passa a ter como principal timoneira, uma mulher, a primeira mulher a ocupar a cadeira de presidenta do Instituto Histórico e Geográfico, dra. Joventina Simões Oliveira.
    E em segundo lugar, e em igual importância, porque recebo a mais alta distinção do Instituto, que é a honraria de Doutora Honoris Causa. Um título que recebo com grande alegria e respeito.
    Fundado em 29 de março de 1902, o Instituto foi, ao longo dos anos, adquirindo um dos mais ricos acervos sobre a cultura, a geografia e a história do Estado e do Brasil. E se tornou símbolo da difusão do conhecimento e da democratização do acesso à cultura como elemento fundamental para a transformação da sociedade potiguar. 
    Um povo só poderá ter orgulho de si se tiver conhecimento da sua própria história. Como afirma o grande Paulinho da Viola no samba “Dança da solidão”: “meu pai sempre me dizia, meu filho tome cuidado/quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado”. Pois bem, ao longo de quase um século de atuação, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte consolidou-se como um dos principais repositórios de livros, estudos e documentos sobre a história do nosso estado, bem como acolheu em seus quadros intelectuais cujas pesquisas colaboraram para desvendar e compreender a riqueza cultural potiguar e as diversas etnias que compõem a população do estado.
    Nosso governo, dra. Joventina, sabe da importância de respeitarmos, preservarmos e mantermos as instituições de cultura, porque elas executam um importante papel na construção da cidadania. Não à toa reabrimos, além da Biblioteca Câmara Cascudo, ano passado, a Pinacoteca do Estado, o Teatro Alberto Maranhão, a Fortaleza dos Reis Magos e a Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão. Recentemente, recebemos do IHGRN a doação de 1.700 obras literárias que vão compor o acervo da Biblioteca Estadual Câmara Cascudo, que foi reaberta no nosso governo, final de dezembro passado, após amargar oito anos de portas fechadas.
    O Instituto Histórico e Geográfico tem importância incomensurável para o passado, o presente e o futuro das nossas gerações. E estamos atentos às demandas e necessidades que visam a sobrevivência de seu patrimônio material. Eu quero dizer a vocês que está em tramitação, com toda a prioridade do nosso governo, um projeto de lei que visa destinar recursos estaduais para subsidiar o IHGRN e corrigirmos uma verdadeira injustiça que é o fato de que o Instituto é o único no Brasil que não recebe verba estatual para ajudar em sua manutenção. Também destinamos recursos do estado para construção de um espaço cultural em parceria com emenda do senador Jean Paul Prates.
    Meu jeito de governar, senhoras e senhores, é inspirado e pautado na construção de uma sociedade melhor que pressupõe, acima de tudo, amor, generosidade, justiça, igualdade, humanidade. E preservar a história e a memória, e torná-la acessível aos cidadãos - desta ou das futuras gerações - representa uma missão que exige profunda consciência de interesse público e coletivo.
    Quero, mais uma vez, agradecer por esse momento por receber a honraria de Doutora Honoris Causa e por me tornar sócia do Instituto Histórico e Geográfico. E dizer que vocês terão em mim uma aliada para que aquela casa sobreviva e viva, com o respeito que merece por sua história e suas contribuições ao Estado, por mais 100, 200 anos! Muito obrigada.

quinta-feira, 31 de março de 2022

IHGRN 120 anos - discurso de Ormuz Barbalho Simonetti

     Discurso de abertura proferido pelo vice-presidente do Instituto, Ormuz Barbalho Simonetti, em 29 de março de 2022, na solenidade de comemoração dos 120 anos do IHGRN e posse da nova Diretoria (triênio 2022-2025).

Foto: Ozeas Queiroz

    Boa noite. Saúdo, na pessoa da Excelentíssima Professora Fátima Bezerra, Governadora do Estado do Rio Grande do Norte, a grande homenageada nesta noite festiva, todas as autoridades presentes e representadas. Meus senhores e minhas senhoras.
    Durante quase três décadas, vivi a rotina traçada para os bancários, sempre às voltas com pareceres, formulários, regras rígidas, relatórios e atividades afins, sem grandes emoções ou sentimentos desafiadores.
    Desconhecia o conflito das ideias que desafiassem, de verdade, a criatividade. Na época, as ações eram prontas e acabadas. Mesmo assim, fui feliz e nada excluo do passado. Vivo sem mágoas ou cicatrizes.
    Aposentado, fui trabalhar no serviço público. Durante esse período, dediquei-me também às letras, e, dentro do que escrevi e publiquei, privilegiei a genealogia.
    Um dia, que abençoado seja, ao ser aceito como sócio efetivo, apaixonei-me pelo grande Instituto Histórico e Geográfico do Rio do Norte. E essa paixão dura quase 15 anos. E permanecerá acesa e crescente!
    Integrei, como vice-presidente, competentíssima Diretoria, até chegar, por generosidade dos sócios à Presidência da Casa da Memória, onde permaneci por dois mandatos sucessivos, que, mesmo com 120 anos de vida, não é alquebrada, anciã ou decrépita. Pelo contrário: convive com força para ser presente, contemporânea e apta para estabelecer pontes entre o passado, o hoje e o amanhã.
    Nos seus arquivos, antigos ou atualizados, vivem os que construíram e constroem a saga de homens e mulheres abençoados pela imortalidade. Neles, estão reunidos importantes documentos dos períodos colonial, imperial e republicano.
    Com apoio na Diretoria, encerro a minha, ou melhor, a nossa administração, sem registrar um sucesso absoluto ou um elenco de vicissitudes. Fizemos o possível e ousamos o impossível, diante de obstáculos econômicos e financeiros.
    Não fossem os apoios de mãos generosas e a doação dos entes públicos, e principalmente o trabalho e a abnegação dos diretores, servidores e voluntários, as portas da Instituição secular estariam cerradas ou ameaçadas de tal infortúnio.
    Mas, nesses poucos anos, o Instituto cresceu, quando:
  • Criou e operacionalizou o Setor de Tecnologia;
  • Retomou e atualizou a publicação da centenária revista e de livros raros. Esse ano será publicada a revista de número 100, dedicada inteiramente à Questão de Grossos, que entre outros fatos históricos, motivou a criação do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte;
  • Registrou em fotografia, para que não se perdessem em virtude da precariedade que se encontravam, mais de 18.000 páginas do primeiro e mais importante documento jurídico do nosso estado: as Sesmarias;
  • Iniciou a digitalização das obras de domínio público;
  • Classificou e organizou o acervo bibliográfico, que se sabia com 50.000 títulos e descobrimos ao final, que somavam mais de 140.000;
  • Procedeu a criação de um Museu. Posteriormente, foi feito registro no IBRAM, Instituto Brasileiro de Museus, com participação nas diversas atividades promovidas nos últimos anos, como a Semana Nacional de Arquivo, da Semana Nacional de Museu e da Primavera de Museus;
  • Instalou nos dois prédios sistema de segurança com câmeras, alarmes e cercas elétricas;
  • Com o apoio da Procuradoria do Trabalho, instalou um sistema de energia fotovoltaica que nos proporcionou uma economia de 90% no custo energético, nos prédios que compõem a Casa da Memória;
  • Doou aproximadamente dez mil livros para bibliotecas municipais públicas e privadas;
  • Pela primeira vez, reuniu doações de minerais e rochas do Estado, além de acrescentar-se no quadro de sócios efetivos, geólogos e cartógrafos. Afinal, somos uma instituição Histórica e Geográfica;
  • Atuou junto ao Tribunal de Justiça e a Escola da Magistratura para a republicação de obras raras, a partir do clássico “Responsabilidade Civil do Estado”, da autoria do potiguar Ministro Amaro Cavalcanti, irmão do padre João Maria, o Santo de Natal, em processo de beatificação;
  • Elaborou o sistema de cadeiras e elegeram-se patronos. Cada sócio efetivo tem o seu patrono;
  • Recuperou o Brasão de Armas do Rio Grande do Norte, o original, cujo decreto foi ratificado pela Governadora Fátima Bezerra, ensejando mudanças, inclusive na nossa bandeira;
  • Criou a veste talar usada pelos sócios em cerimônias e o colar presidencial, símbolo maior da Presidência, utilizável em cerimônias;
  • Reformou e atualizou o Estatuto em consonância com o Código Civil;
  • Criou, com sucesso, as Quintas Culturais, que são palestras realizadas no Salão Nobre do IHGRN;
  • Criou a identidade do sócio, através de uma carteira, que pode ser utilizada dentro e fora do território nacional;
  • Priorizou-se a participação da mulher na diretoria do IHGRN, culminando com a eleição da primeira mulher para presidir a Casa da Memória.
    E muito mais!
    Assumindo a vice-presidência, não faltarei à presidente Joventina Simões Oliveira e à nova Diretoria.
    Nada de adeus, nem mesmo de até logo. Direi presente, sempre e sempre.
    Comigo, não há, ainda, a intenção de afirmar que cumpri, com a Diretoria, a minha missão perante o Instituto Histórico e Geográfico do RN. Ela nunca cessará!
    Não guardarei as armas, nem penso que foram vencidas todas as batalhas. Estou a postos!
    Obrigado, Senhora Governadora, Professora Fátima Bezerra, amiga da Casa da Memória. Solidária e incondicional.
    Obrigado, senhores e senhoras.
    Obrigado, servidores da Casa da Memória e seus voluntários, heróis abnegados e fraternos.
   Obrigado para os Parlamentares que contribuíram com emendas na Câmara Municipal, na Assembleia Legislativa e no Senado Federal.
    Que Deus abençoe Joventina Simões Oliveira, minha amiga irmã, e a todos nós.
    Muito obrigado.

quarta-feira, 30 de março de 2022

IHGRN 120 anos - discurso de Maria Elza Bezerra Cirne

    Discurso proferido pela diretora financeira do IHGRN, Maria Elza Bezerra Cirne, em 29 de março de 2022, na solenidade de comemoração dos 120 anos do IHGRN e posse da nova Diretoria (triênio 2022-2025).

Foto: Sylvia Serejo

    “O homem é um átomo insignificante no conjunto dos mundos infinitos; a vida - um mero acidente sem importância, em si mesma considerada. Só a ideia, que germina misteriosamente no cérebro privilegiado do gênio, e cresce, enflora e frutifica, afinal, como força expansiva e criadora - perdura sempre. Só ela faz, do átomo insignificante – um ser imortal, e, da vida do homem, simples no nada - uma coisa verdadeiramente preciosa, de valor inestimável, constante e perene no tempo e no espaço; sem embargo da fereza atroz e da brutalidade da morte, que, então, é realmente vencida na sua efêmera vitória”.
    Trecho do discurso do Desembargador Francisco de Salles Meira e Sá, em homenagem a Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, por ocasião de sua morte, em 12 de maio de 1902, logo após o dirigível Pax levantar voo no céu de Paris e explodir violentamente, vitimando o norte-rio-grandense ilustre e seu mecânico, George Sachet.
    Francisco de Salles Meira e Sá, paraibano de nascimento, órfão de mãe, veio residir no Rio Grande do Norte em razão do seu pai, Dr. Olyntho José Meira, exercer o cargo de presidente da Província. Abolicionista e republicano, Meira e Sá formou-se bacharel em Direito pela Faculdade de Recife, foi Promotor, Juiz de Direito, Chefe de Polícia, Desembargador e Presidente do Tribunal de Justiça, Juiz Federal, Deputado Estadual, Vice-Governador e Senador pelo Rio Grande do Norte.
    Além de sua carreira jurídica e política, Meira e Sá teve profunda preocupação com a educação. Foi fundador e diretor do Colégio São Francisco de Sales, em Ceará Mirim, presidiu o Popular Instituto Literário de Ceará-Mirim, o Instituto de Proteção à Infância de Natal e a Liga de Ensino, criadora e mantenedora da Escola Doméstica de Natal. Por fim (ufa!), foi Membro fundador e orador deste Instituto.
    Gostaria muito de tê-lo conhecido, ele foi meu trisavô materno. Com muito orgulho, hoje ocupo a sua cadeira nesta Instituição e tenho a honra de assumir o encargo de oradora desta solenidade, para saudar os novos sócios e parabenizar a diretoria ora empossada.
    O Desembargador Meira e Sá e mais 25 cidadãos - todos homens - reuniram-se em Natal, no dia 29 de março de 1902, para fundar o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Uma ideia que germinou, cresceu, enflorou e frutificou como a mais antiga instituição cultural do nosso estado.
    Ao tentar responder o que é o tempo, Santo Agostinho declarou que se nada sobreviesse, não haveria tempo futuro, e se agora nada houvesse, não existiria o tempo presente, pois é no presente que narramos os acontecimentos relatados na memória e impulsionamos o futuro.
    29 de março de 2022. Estamos aqui reunidos para celebrar os 120 anos da Casa da Memória. Graças a ela, podemos resgatar os importantes personagens e fatos que construíram a nossa existência, alçando-os à imortalidade.
    Através da figura do meu trisavô, quero lembrar todos aqueles que, em algum momento, contribuíram para a construção de nossa história e geografia.
    O Rio Grande do Norte, este pequeno estado do imenso Brasil, é um gigante em pioneirismo. Em 1885, antes mesmo de a Princesa Isabel sancionar a Lei Áurea, o Barão de Serra Branca libertou os seus escravos e a Baronesa, D. Belisária, os serviu pessoalmente no banquete para comemorar o feito; Augusto Severo foi precursor da aviação; em 1927, o voto feminino foi aprovado em nosso estado - uma atitude de vanguarda no Brasil e na América do Sul; em 1928, a praia de Touros recebeu os aviadores Carlo Del Prete e Arturo Ferrain, na primeira travessia aérea, sem escala, entre a Europa e o Brasil.
    Ao longo do tempo, várias mulheres se destacaram: Clara Camarão, Nísia Floresta, Belisária Lins Wanderley (Baronesa de Serra Branca), Isabel Gondim (primeira mulher a fazer parte do IHGRN), Amélia Duarte Machado, Palmyra Wanderley, Alzira Soriano, Maria do Céu Fernandes, Zila Mamede e tantas outras, conhecidas e anônimas, que enfrentaram com coragem a quebra de paradigmas.
    E hoje fazemos história! Além de parabenizar os novos sócios e a diretoria, celebramos Joventina Simões Oliveira como a primeira mulher a assumir a presidência do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.
    Somente 120 anos após a sua fundação, uma mulher assume a presidência. Em pleno século XXI, não temos mais espaço para desigualdades entre homens e mulheres.
    Hoje, mais do que nunca, confreiras e confrades precisam trabalhar em união, germinar ideias, construir parcerias com a sociedade, ser protagonistas da história e não meros narradores de episódios passados.
    No presente, homens e mulheres devem cumprir, em igualdade de condições, o papel de impulsionar o futuro e transformar o átomo insignificante em vida verdadeiramente preciosa, de valor inestimável, constante e perene no tempo e no espaço.

IHGRN 120 anos - Discurso de Joventina Simões

    Discurso de posse proferido pela presidente do IHGRN, Joventina Simões Oliveira, em 29 de março de 2022, na solenidade de comemoração dos 120 anos do IHGRN e posse da nova Diretoria (triênio 2022-2025).

 
Fotos: Raiane Miranda

    Na pessoa da Excelentíssima Senhora Governadora do Estado, professora Maria de Fátima Bezerra, quero cumprimentar todas as demais autoridades, confreiras, confrades, convidados e minha família, aqui presentes.
    Este é o nosso primeiro momento juntos após a pior fase da pandemia, por esse motivo, peço 30 segundos de silêncio em respeito àqueles que perderam a vida pelo coronavírus e suas complicações.
    Hoje, comemoramos os 120 anos de fundação do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, que foi fundado em 29 de março de 1902 por pessoas notáveis, que lideraram diversas mudanças sociais nas mais diversas esferas. 
    Apesar das ideias avançadas dos fundadores, não houve espaço para as mulheres no IHGRN. Apenas em 1928, foi admitida a primeira mulher, a professora Isabel Gondim. Em 2007 foi escolhida a primeira mulher num cargo de diretoria: a professora Fátima Martins Lopes.
    O Presidente Ormuz Barbalho Simonetti foi quem abriu o espaço que faltava, admitindo metade da sua Diretoria composta por mulheres. Mas, afirme-se, não por igualdade como principal fator, mas por mérito e competência.
    Muito me alegra, nesses 120 anos de existência, ser eu a primeira mulher a presidir essa nobre e centenária instituição. Agradeço aos que me confiaram essa missão bem como aos que aceitaram fazer parte da Diretoria e trabalhar pelo IHGRN. 
    Dizem existir dois tipos de pessoas em instituições de renome: as que possuem um nome de “peso”; e as que buscam fazer um nome para si. Estaremos buscando em nossa gestão um terceiro tipo: as pessoas que trabalham sem medo e que fazem seu nome com mérito próprio, fruto de seu labor, tal qual idealizado por Vicente de Lemos nos primeiros anos desta instituição.
    No ano 210, o general chinês Cao Cao emitiu a “Ordem de Busca de Talento”, nela havia uma passassem que exemplifica bem o que disse anteriormente: se você tem uma aptidão, vamos usá-la! 
    Iremos administrar a Casa da Memória de forma política, mantendo o foco no engrandecimento e nas finalidades da instituição, como disposto em seu estatuto, com garra e determinação. Pretendemos exercer uma administração mais participativa, como também realizar decisões, prioritariamente, de forma colegiada. 
    Lutaremos incansavelmente e de forma perene para atrair o investimento público e privado, para dar continuidade aos projetos de manutenção, preservação, salvaguarda e digitalização dos itens de nosso acervo, bem como a contratação de profissionais para um melhor andamento dos serviços, sendo tais fatores essenciais para a reabertura das pesquisas.
    Nosso primeiro desafio, será pela reabertura do Museu do IHGRN até o final do primeiro semestre do corrente ano, com maiores opções de segurança, acessibilidade e visitação.
    Uma das maiores pretensões desta Diretoria, é deixar um legado para as próximas gerações, com a publicação de livros e plaquetes, especialmente de áreas do mister do Instituto.
    Queremos garantir a publicação mínima de duas edições por ano da Revista do IHGRN, a mais longeva publicação do Estado ainda em circulação.
    Fortaleceremos a Assessoria de Comunicação, que já vem prestando um excelente trabalho, dando conhecimento aos sócios e à população em geral, do que se passa no nosso Instituto, bem como sobre ele e seu acervo. 
    Também iremos criar e facilitar a consulta pública relativa a projetos e convênios em nosso site, de forma a exercer uma gestão mais transparente. 
    Queremos realizar a interiorização do Instituto, onde desenvolveremos parcerias com as prefeituras e/ou órgãos culturais, para que o IHGRN possa promover suas áreas de atuação nesses locais. 
    Aproveitando a presença de diversos políticos e da sociedade civil, gostaríamos de lembrar que desde nossa fundação, em 1902, o IHGRN sempre foi consultado por órgãos governamentais acerca de assuntos pertinentes aos nossos misteres. 
    Continuamos abertos para consultorias, é de nosso maior interesse evitar prejuízos e infelicidades como a mudança de nomes nas ruas, pontes, gastos excessivos com supostas revitalizações ao invés de se investir na recuperação de prédios históricos e na segurança dessas áreas. 
    Também estamos abertos para fazer parcerias e intercâmbio técnico ou cultural com instituições congêneres e afins. Preservar e divulgar a história e a cultura potiguar são nossas maiores responsabilidades. 
    Iremos operacionalizar o recém criado Departamento de Pesquisa, que será o responsável pela formação de comissões, que realizarão estudos e pesquisas pertinentes a área de atuação selecionada, além de prestar apoio técnico a Presidência e Diretorias.
    Estas são nossas metas. 
    Queremos registrar que não poderíamos ter chegado até aqui, sem a ajuda dos profissionais voluntários que trabalham por amor à instituição. Não são remunerados, apenas lhes pagamos o transporte para vir prestar o seu serviço. E quando o IHGRN tem dinheiro, paga alguma pequena gratificação.
    Exalto aqui, os que estão até hoje conosco: 
    Os bibliotecários Kate Coutinho de Jesus e Weverton Pablo Vieira do Nascimento; o artista plástico Franklin Diego Felipe de Lima; a recepcionista Nadeje Soares; o tradutor Hugo Eduardo Amarilha de Oliveira; a bacharel em direito, assessora e fotógrafa, um pouco factótum, Maria Lopes Ricardo Simões.
    Um agradecimento também aos voluntários que não estão mais conosco, mas que, igualmente prestaram um grande serviço ao IHGRN. São eles: os bibliotecários Cristiane França Bezerra de Melo e Marcus Victor Siqueira Josuá Gomes; e o técnico em TI Antônio Augusto Penha do Nascimento.
    Da mesma forma agradecemos a Pedro Simões e a Matheus Pereira, que aqui chegaram como voluntários, hoje são sócios do IHGRN, prestando serviço, com o mesmo amor, dinamismo e responsabilidade. 
    Agradecemos também aos servidores fixos do IHGRN, José Maria Fernandes de Lima, que cuida da tesouraria e Manoel Bezerra da Silva, que cuida dos prédios, igualmente amigos, responsáveis e solidários.
    Não existem inimigos eternos, apenas interesses eternos. Muito nos preocupa que a educação e a cultura sejam sempre os primeiros a se eliminarem de certas agendas. Que a população em geral não possa ter acesso a sua própria cultura e história.
    Convidamos todos a trabalharem pelo engrandecimento do Instituto, a quebrar esse status quo da desvalorização cultural, a conhecer sua própria história e reconhecer os motivos que fazem você pertencer a este torrão.
    Ajudar o IHGRN é ajudar a preservar e divulgar a cultura e história potiguar. 
    Um agradecimento final e pessoal ao presidente Ormuz Barbalho Simonetti, pela confiança em mim depositada e a todos os sócios que deram credibilidade às nossas propostas.
    Muito obrigada.